Sobre namorar depois de uma certa idade

27maio09

onciinha ana Tem gente que não consegue ficar sozinho. Termina um namoro e logo já engata outro. Quem sou eu para julgar, certo? Mas tento analisar. Pelo menos para mim, namorar é uma coisa complicadíssima. Envolve um esforço físico e mental enorme e por isso deve valer muito a pena. Namorar com alguém apenas para não estar sozinho, para mim, não é algo viável.

Não tenho planos de namorar por algum tempo (sempre que falo isso pago a língua e engato um namoro logo em seguida), mas sempre que estou/conheço alguém levo algumas coisas em consideração:

A primeira delas é se esse é o tipo de pessoa que eu gostaria de ver próximo ao meu filho. Coisa de mãe solteira, mas é instantâneo. Não consigo imaginar os caras que eu ficava antes perto do meu filho. Aliás, me dá arrepios só de pensar em uma cena dessa. Então quando eu conheço um cara, mesmo sem querer, uso meu chico de balança, para saber se vale a pena ou não.

Não quero um segundo pai para meu filho. Acredite: um pai já pode ser traumatizante o bastante, não quero dobrar os traumas na vida da criança, hehehe. Não aceito bem nem mesmo ajuda do pai do meu filho, quem dirá de alguém que não tem nada a ver com a história? A única coisa que quero é alguém decente (oi? isso ainda existe?) no meu circulo de relacionamentos. Sejam amigos ou pretês.

Nessa avaliação  70% dos pretês já caem pelo ralo.

Os 30% que sobram (tô achando muito esse número, té parece que tem tanto homem bão assim!) passam para a segunda parte do processo seletivo.


Quem já assistiu PS Eu te amo, sabe do que tô falando. A personagem da Lisa Kudrow, quando conhece um cara parte para as seguinter perguntas: Você é hétero? É solteiro? Trabalha? Se a resposta for sim a todas as perguntas, ela beija o cara. Se o beijo é ruim, tchau.

Na vida real não é tão simples assim, mas a teoria (que nunca é igual a prática) funciona desta forma. Se a resposta as todas as perguntas for sim e o beijo foi bom, algum defeito horrível deve existir. Família folgada, sexo medíocre (alô papai e mamãe!),  sexo amedrontador (alô créu!), amigos com um poder grotesco de influência sobre o pretê, chulé, qualquer coisa… enfim, algum defeito deve ter.

Os (poucos, tipo 0,0001%) que resistem a segunda etapa do processo seletivo, passam para a terceira (e última) fase:

Quando  comecei a trabalhar na redação, meu chefe disse: “como você não tem experiência, vamos te testar por um mês e ver no que dá”. Ponto pra ele. Como contratar alguém sem saber se essa pessoa cumprirá com suas obrigações?
Com pretês a coisa acontece da mesma forma. Depois de um bom currículo e uma excelente entrevista vem a possibilidade de um mês de experiência.

Nesse um mês muita coisa pode acontecer. É ai que você começa a conhecer o ‘companheiro’ (ficou meio sindical isso, não? hahaha). Você vivencia os defeitos que são possíveis esconder na dupla currículo/entrevista, como aquele pretê que esquece que é só um pretê e acha que você tem a obrigação de ficar com ele o Carnaval todo, em vez de viajar com azamiga. Ou aqueles que acham que você tem a obrigação de ligar pra avisar que chegou em algum lugar ou que está saindo de algum lugar. Se já é assim sem ter nada sério, imagine namorando? E tem ainda os que acham que já estão garantidos no processo seletivo e que podem ser malas, ignorantes, aparecer só quando querem e por aí vai.

Cada um tem uma lista de tolerancia. Eu, por exemplo, não tolero gente burra. Quem escreve cinceridade ou coloca músicas do CBJR no perfil do Orkut está automaticamente fora da seleção. É tipo ir pra uma entrevista de bermuda e chinelo.

Depois de tudo isso, será que ainda sobra alguém? Enquanto você se pergunta, dá uma lida naquele que deveria ser a bíblia das mulheres solteiras: Ele simplesmente não está afim de você. Nesse link tem um trecho para ser lido, mas se procurar dá pra achar em PDF para baixar na internê. (#nota: Leiam o livro, não vejam o filme. Não vi e não gostei: já me falaram que não tem nada a ver com o livro e não vale a pena!)

E por último, vale lembrar a máxima da mãe da minha melhor amiga (alô Amanda!): “A gente só conhece alguém de verdade quando termina com essa pessoa!” Tá certíssima d. Fátima!


E enquanto alguém que consiga passar com mérito por todas as fases do processo seletivo não chega, me resta essa vida ‘chata’ de ter todo o tempo do mundo para curtir o filhão, trabalhar sem ups and downs amorosos, sair com as amigas sem frescura e fazer quantas tatuagens quiser sem que nenhum babaca me encha o saco =)*

E vocês, quais são seus níveis de tolerancia e seus processos seletivos quando se trata de pretês?

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4 Responses to “Sobre namorar depois de uma certa idade”

  1. 1 Camila/Tuba

    Atáh!
    Ahan!
    Sem ups and downs? Nadinha mesmo?
    Imagine minha vida então!?

    Peloamorvoces, hein?!

    Amo as duas.

    BeijãO.

    • 2 Ana Thais

      Sem ups and downs, sim! Esses draminhas nossos são só pra dar um poquinho mais de emoção! hahahaha

  2. 3 Bru

    nossa to impressionada!
    hj vc me add no twitter, vim te conhecer e “apaixonei” rsrsrs
    li seu blog quase todo, alias devorei!!rsrs e me simpatizei de cara! esse texto que vc escreveu parece saido da minha propria cabeca, pois eh assim que penso e me sinto com relacao a namorados. Principalmente depois de virar mae, o criterio eh outro, nao da pra abrir a guarda pra qq um nao.

    bom eh isso, adorei, te linkei e voltarei!rs

    beijao bruna

    • 4 Carlos Alberto Ficagna

      Caracas guria, ha mto nao lia algo tão verdadeiro … vc me surpreendeu …
      Nem sonho me habilitar para as fases do teu processo seletivo … eheheh
      Quero de dizer uma coisinha que vc nao colocou nas tuas observações …
      “ha excessões” mtos homens estão a procura de mulheres exatamente como vc,
      e são sensíveis, honestos, românticos …
      sou suspeito para falar, sou poeta, músico, compositor … tudo para mim é mto intenso, mto aguçado … mas gostei do que escreveste …
      se me retornar te mando minhas músicas …
      bjus


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